quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Partir para ficar

Sempre tive o objectivo de viver num outro país, nem que fosse por pouco tempo. Aquela ideia adolescente de me integrar numa cultura diferente, de conhecer novas pessoas e de viver experiências extraordinárias!

Hoje, por força das circunstâncias económicas e sociais, tenho a convicção de que o meu futuro pode mesmo depender desse passo. E talvez por isso, por existir essa obrigação externa que eu não controlo, sinto que parte da vontade de outros tempos se perdeu.

O ser humano não gosta de arcar com imposições, não gosta de ser obrigado a nada. E agora que vejo uma geração em fuga, por factores que a ultrapassam, tenho cada vez mais vontade de ficar.

Um grande amigo meu volta amanhã do Brasil. Estou feliz. 



 O gato foi ele que me ofereceu, algum tempo antes de ter partido.

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